Seja muito bem-vindo a esse pequeno
espaço no qual divido meus desesperos da vida adulta com vocês. Sei que o maior
medo de todos nós é encontrar um boleto a ser pago em baixo da cama, mas ter o
boleto E a faculdade para atazanar nossa cabeça é um pesadelo daqueles que
acordamos gritando.
Pois é, eu sei que é BEEEEM
difícil, mas o coração anseia por ter aquele emprego que gostamos e que
acordamos dando bom dia até para a florzinha do caminho da empresa. Porém, vem
aquela pontinha de dúvida: Que curso devo fazer? E é aí que venho para falar
sobre minha experiência e como escolhi minha tão sonhada engenharia.
Tudo começou com a pequena
Carol do Ensino Médio. No segundo ano comecei a procurar qual direção eu iria
seguir, eram tantas opções, e mesmo meu coração sempre me dizendo para tentar a
carreira musical, eu sabia que não era para mim. Ficar longe da família, dos
amigos, todos os dias em um lugar diferente, aquela loucura e agitação todos os
dias, eu não sou assim, amo minha casa, minha cidade e as pessoas que vivem lá.
De certa forma, foi difícil para mim, eu queria cantar, estar em um palco e
cantar com milhares junto comigo, mas… e o que seria de mim nesse ritmo? Ia ser
legal? Sim, nos primeiros dias, depois a saudade apertaria e o coração diria
para voltar, ENTÃO COMEÇOU A PROCURA.
Inicialmente, pensei quais
matérias da escola mais chamavam minha atenção: matemática e física. Só nisso
já eliminei diversos cursos que não me agradariam, parti para as exatas.
Procurei vários e vários sites, fiz diversos testes vocacionais e nada que eu
lia me agradava ao ponto de querer passar mais cinco anos estudando. Vasculhei
minhas memórias mais ainda, analisei o que eu gostava de fazer com as matérias
das quais tanto me identificava: ensinar. Assim, decidi fazer licenciatura em
física e ser professora. Eu estava totalmente decidida, comecei a procurar as
faculdades que ofereciam tal curso e, para minha decepção, poucas correspondiam
ao que eu queria. É, a vida de professor já começa sendo difícil aí, mas vou
seguir forte na minha decisão, pensei eu.
Passaram-se três meses e a
dúvida e insegurança voltaram com tudo. Percebi que eu queria fazer muitas
coisas antes de ensinar, não era a minha verdadeira paixão (apesar de
futuramente o meu desejo ser docente), não era o que satisfaria meu desejo por
inovar, descobrir coisas novas, então começou a procura novamente. Analisei a
parte de astrofísica, robótica, e até que o futuro começou a brilhar com a
descoberta da Engenharia de Controle e Automação. Como a maioria, quando se
falava em engenharia eu só pensava da engenharia civil, mal eu sabia que
existem mais de 30 engenharias, é, isso mesmo, ao todo são 34 engenharias no
mercado, as possibilidades são imensas! Maaaas, como nem tudo são flores e
normalmente são cactos com espinhos enormes, veio a questão do dinheiro, e aí
vi meu sonho despedaçado novamente. O custo mensal passava de mil reais, minha
família não tinha como pagar, e era isso ou uma federal, da qual eu não teria
conhecimento suficiente para passar. Entrei em desespero, mais uma vez não deu
certo, pesquisei muito durante semanas, até que conheci o meu amor: A
ENGENHARIA MECÂNICA.
A linda dessa engenharia
supria o que eu queria e ainda estava disponível em uma instituição boa e mais
barata, claro, não era exatamente o que eu tinha em mente, mas me agradou.
Arquitetei todo um plano para futuramente conseguir fazer o curso que eu
realmente queria, a mecânica não tinha me conquistado por completo ainda. Eu ia
fazer primeiro a que eu podia pagar e depois realizar meu verdadeiro sonho!
Pesquisei, sonhei acordada com este plano maravilhoso. Fiz o vestibular em uma
privada e passei em terceiro lugar, tudo maravilhoso, certo? Errado. Estava
frustrada, não conseguiria realizar meu sonho como planejei, a ansiedade (ó a
danada de novo) não deixava a felicidade entrar. Então lá fui eu pesquisar mais
uma vez, li diversos sites, as possibilidades e caminhos que eu poderia trilhar
como Engenheira Mecânica, e foi aí, AÍ QUE OS OLHOS BRILHARAM DE VEZ. Com o
peito queimando em alegria percebi que era isso que eu queria, poderia ir
exatamente para a área dos meus sonhos e ainda colocar a mão na massa. Montar
as coisas, aplicar a física no meu trabalho, esse é o meu sonho e ele estava de
braços abertos para mim!
É meus queridos, o caminho
pode ser longo, BEEEEM longo, mas uma hora nos encontramos! Muitas vezes as
dificuldades e tropeços nos ajudam a tomar a decisão correta. Posso assegurar
que passei por momentos bem ruins, de decepção e tristeza por ter que largar
algo que eu almejava com tanto afinco, mas tudo se mostrou ainda melhor do que
antes. A dica que dou para vocês com todo o carinho é: pesquise, leia sobre sua
área, veja entrevistas e relatos de pessoas que já exercem a profissão que
vocês querem, não desistam NUNCA do que vocês sonham, persistam! Nunca esperem
as coisas acontecerem na sua volta, lute por si mesmo, isso ninguém pode fazer
por ti.

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